Painel da categoria

Trabalho doméstico no Brasil

Dados da PNAD Contínua, Censo 2022 e ILOSTAT — em colaboração com o STDMSP e a pesquisa de Jean-François Mayer (Concordia).

Como você se compara? →

Somos 5,5 milhões de trabalhadoras domésticas no Brasil. Uma em cada dez mulheres no mercado de trabalho do país é trabalhadora doméstica. Esta página conta quem nós somos, onde estamos e o que mudou — em números, com fontes.

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Filtros: afetam os indicadores e o gráfico por UF
5,5 milhões · 92% mulheres · 7 em cada 10 negras
Quem somos. Somos 5,5 milhões de trabalhadoras domésticas no Brasil. 92 em cada 100 somos mulheres, e 7 em cada 10 somos negras (pretas + pardas). Sustentamos uma em cada dez mulheres trabalhadoras do país.
Trabalhadoras(es) domésticas(os)
milhares de pessoas, total Brasil
Mulheres
% do total
Negras (pretas + pardas)
% do total
Com carteira assinada
% do total

Total de trabalhadoras(es) domésticas(os) ao longo do tempo

PNAD Contínua trimestral · em milhares de pessoas

Sem dados ainda. Rode o ETL para preencher.

Taxa de formalização (carteira assinada)

% com carteira assinada · referência: EC 72/2013, LC 150/2015

Apenas 24% com carteira · 76% na informalidade, 11 anos depois da LC 150/2015
Quem tem direitos. Apenas 24% de nós temos carteira assinada. A LC 150 — a Lei das Domésticas — completou 11 anos, e está sendo descumprida: três em cada quatro de nós continuam na informalidade, sem FGTS, sem férias garantidas, sem contribuição previdenciária regular.
Sem dados ainda.

Rendimento médio mensal real

PNAD Contínua trimestral · setor "Serviços domésticos" · em reais constantes

R$ 1 394/mês · negras recebem R$ 84 para cada R$ 100 das não-negras
Quanto ganhamos. O salário médio mensal é de R$ 1 394 — apenas 24% acima do mínimo. Quem é negra recebe R$ 84 para cada R$ 100 que recebe quem não é negra. Esse hiato racial não diminuiu em 13 anos.
Sem dados ainda.

Mensalistas vs. diaristas

% diaristas (mais de 1 domicílio) · proteção mais fraca sob LC 150/2015

Sem dados ainda.

Composição por cor/raça

% do total de trabalhadoras(es) domésticas(os)

Em 13 anos: +5,2 pp negras · ~92% mulheres (estável) · hiato estável a ~84%
O que mudou. Em 13 anos somos mais negras, somos quase só mulheres como antes, e ganhamos a mesma fração do que ganham as não-negras. Mais negras na categoria — mas não mais valorizadas.
Sem dados ainda.

Hiato salarial racial

trabalhadoras domésticas negras vs. não-negras · fonte: DIEESE

Sem dados ainda.

Para cada R$ 100 recebidos por uma trabalhadora doméstica não-negra, uma trabalhadora doméstica negra recebe R$ 76.

Jornada média no Brasil

horas habituais por semana no trabalho principal · PNADC microdados V4039 · linha pontilhada = limite legal de 44h (LC 150/2015 Art. 2º)

Sem dados ainda.

% contribuindo para previdência (Brasil)

% de trabalhadoras domésticas que contribuíram para a previdência na semana de referência · PNADC microdados V4032 · por raça

Sem dados ainda.

Mapa: composição racial por UF

% pretas + pardas entre trabalhadoras(es) domésticas(os), por estado · PNADC microdados · computado

SP: 1,26 milhão (a maior categoria do país) · BA: 90% negras (pico nacional)
Onde estamos. Estamos em todos os 27 estados, mas a categoria não é homogênea. Em São Paulo somos 1,26 milhão — a maior categoria do país. Na Bahia, 9 em cada 10 trabalhadoras domésticas são negras; em Santa Catarina, apenas 3 em cada 10. A geografia do trabalho doméstico segue a geografia histórica do Brasil.
Período: · use o filtro de Ano acima para mudar
Carregando mapa…

Fonte: PNAD Contínua microdados (IBGE), agregado pela equipe do projeto. UFs com população amostral pequena (e.g., RR, AP) podem ter estimativas mais ruidosas.

Distribuição por UF

milhares de pessoas · top 10 UFs · trimestre mais recente disponível

Sem dados ainda.

Comparativo internacional — América Latina

ILOSTAT · trabalhadoras(es) domésticas(os) por país, milhares

Sem dados ainda.

Status legal — Convenção 189 da OIT

Ano de ratificação por país. A C189 (Convenção sobre Trabalhadoras e Trabalhadores Domésticos, 2011) estabelece direitos iguais aos de outras categorias.

Brasil ratificou em janeiro de 2018, três anos após a entrada em vigor da LC 150/2015 — ou seja, a legislação interna precedeu o compromisso internacional. México ratificou apenas em julho de 2020. Uruguai foi o primeiro país do mundo a ratificar, em junho de 2012. Fonte: NORMLEX (OIT).

Foco no estado de São Paulo

Recorte específico do estado onde a STDMSP atua. Todos os números desta seção são agregados a partir dos microdados da PNAD Contínua, restritos à UF=SP. Itens fora deste recorte (cumprimento da LC 150 em SP, hiato salarial estadual, jornada e contribuição previdenciária) exigirão extensão da pipeline e ficam sinalizados ao final.

Trabalhadoras em SP
milhares · trim. mais recente
% do total Brasil
SP / Brasil
% Negras em SP
vs. ~69% nacional
Variação 2012 → 2025
no nº absoluto de trabalhadoras

SP × Brasil — trajetória (PNADC microdados)

duas linhas com escalas independentes para que o efeito da pandemia em SP fique visível

Sem dados ainda.

Composição racial em SP ao longo do tempo

% por cor/raça · trimestres fixos 2012–2025

Sem dados ainda.

Sudeste — comparação entre estados

SP, MG, RJ, ES · trim. mais recente · total em milhares e % negras lado a lado

Sem dados ainda.

Jornada média em SP

horas/semana · trabalhadoras domésticas em SP, por raça · linha pontilhada = limite legal de 44h

Sem dados ainda.

% contribuindo para previdência em SP

% das trabalhadoras domésticas em SP que contribuem para a previdência (V4032) · por raça

Sem dados ainda.

O que esta seção ainda não traz. Salário médio em SP e hiato salarial racial em SP exigem agregar a variável de rendimento (VD4019) por UF — recorte ainda não computado para evitar publicar números antes de reconciliação. Hoje a seção cobre: composição racial, jornada média e previdência. Próximo recorte a priorizar com a STDMSP: salário em SP, ou taxa de formalização em SP (carteira por UF).

Sobre os dados

Os números deste painel vêm da PNAD Contínua (IBGE), do Censo Demográfico 2022 e do ILOSTAT. A categoria "trabalhador(a) doméstico(a)" segue a definição do IBGE, que inclui empregadas(os) mensalistas e diaristas, com ou sem carteira de trabalho assinada.